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sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Bom dia!
Estou aqui compartilhando uma matéria que acho interessante divulgar, diante de um alarmante crescimento do uso de Anfetaminas no Brasil. Sem mais comentários, apenas sugiro uma atenciosa leitura.
Abraços e TAMUJUNTU.




Extraído do site: http://veja.abril.com.br/080306/p_078.html




Um show de descontrole
Anfetamina emagrece mas faz muito
mal. Seu consumo cresce no Brasil

Roberta Salomone


Com a promessa de tornar esbelto, da noite para o dia, o corpo de qualquer um, fórmulas de emagrecimento sempre fizeram sucesso estrondoso. O problema é que os obcecados pela forma nem sempre são informados de que a base dessas composições ditas milagrosas é uma dose cavalar de anfetamina, um poderoso estimulante que age no sistema nervoso central. O efeito é fulminante: a substância tira a fome, o paciente não come e emagrece rapidamente. Em contrapartida, fica agitado, irritado, sofre de insônia, de perda de memória e de depressão. Apesar dessas constatações, fórmulas que contêm anfetamina continuam sendo prescritas a quem não tem nenhuma indicação médica para usá-la. Um relatório das Nações Unidas divulgado na semana passada mostrou que o Brasil é o campeão mundial no consumo de anfetaminas e que, nos últimos anos, o uso dessas substâncias aumentou mais de 500% no país.
O medicamento só pode ser vendido com receita especial, sujeita a retenção na farmácia, com identificação tanto do médico quanto do paciente. Mas não é o que acontece no Brasil, numa demonstração de inabilidade tanto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto dos conselhos regionais e federal de medicina. "Enquanto lá fora a fiscalização é rígida, aqui não há controle algum. O uso dessa substância engloba riscos, é criminoso e jamais deve ter indicação cosmética", afirma Elisaldo Carlini, diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo, e integrante do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, da ONU. Vende-se anfetamina também pela internet, e a substância sai clandestinamente do Brasil. Em janeiro, a FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios, chegou a publicar um alerta sobre dois produtos brasileiros que são vendidos nos Estados Unidos como suplementos dietéticos mas contêm anfetamina, entre outras substâncias controladas.
Entre os estratagemas utilizados para burlar o controle, o mais comum é simplesmente camuflar a presença de algum tipo de anfetamina. Em vez de aparecer com seus nomes técnicos (os mais conhecidos são anfepramona, femproporex e mazindol), a droga é identificada por nomes inocentes como "emagrecedor nº 1" ou "emagrecedor natural". Ou seja, engana-se descaradamente o consumidor. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com 312 pacientes com obesidade mórbida em preparação para cirurgia bariátrica (que limita a ingestão e a absorção de alimentos pelo organismo) mostrou que quase 90% dos candidatos haviam feito uso de medicamentos à base do estimulante e que eles desconheciam a composição química do que tomavam. Um levantamento feito entre os 7.000 pacientes que já passaram pela clínica do nutrólogo carioca Alexandre Merheb confirma que o uso é generalizado, inclusive por pessoas muito pouco acima do peso: 82% das mulheres e 49% dos homens já haviam utilizado a substância em dietas anteriores.
Sintetizada pela primeira vez na Alemanha no século XIV, a anfetamina começou a ser usada por médicos com o propósito de diminuir o cansaço físico. Na II Guerra Mundial, sua utilização foi bastante difundida entre as forças militares para aumentar a resistência dos soldados durante os combates. Alguns anos depois, no fim dos anos 50, a anfetamina começou a ficar conhecida como um poderoso remédio para emagrecer, mas foi gradativamente sendo substituída por substâncias mais seguras e com menos efeitos colaterais. Hoje, a droga é indicada em casos psiquiátricos específicos e raros e, também restritamente, para pacientes muito gordos, com obesidade mórbida. Mesmo nesses casos, o tratamento não deve ultrapassar três meses.
Não é o que se vê nos consultórios, onde composições milagrosas são receitadas a qualquer um. Basta pagar. Dependendo do especialista, o preço de um vidrinho com vinte cápsulas pode custar até 300 reais. Como se não bastasse a falta de indicação clínica, a maioria dos pacientes usa a droga pelo dobro do tempo máximo recomendado, como confirmou um estudo conduzido pelo Cebrid. Dificilmente um médico perde tempo mencionando os efeitos colaterais do uso da substância. E eles são graves. "Os pacientes chegam ao consultório eufóricos, agressivos e, em alguns casos, com quadros de delírio, alucinação e mania de perseguição. O mecanismo de ação da anfetamina no organismo é semelhante ao da cocaína e seu uso pode causar dependência", explica João Carlos Dias, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Além da anfetamina, as fórmulas costumam reunir mais de uma dúzia de componentes, como laxantes, diuréticos, antidepressivos e hormônios tireoidianos. Depois da interrupção do tratamento com esse tipo de composição mirabolante, é preciso cuidado redobrado. Quem já consumiu remédios para emagrecer costuma engordar mais do que antes e apresenta mais dificuldade para perder peso, já que, depois de uso continuado da anfetamina, o metabolismo fica lento e a capacidade de queimar gordura diminui. "Inibidores de apetite têm um papel importante no tratamento da obesidade, mas seu uso não pode ser de maneira alguma vulgarizado. Quem quer emagrecer precisa de um acompanhamento médico sério. Acreditar nessas composições é muito arriscado", afirma o endocrinologista Henrique Suplicy, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. A melhor solução para um emagrecimento saudável e definitivo permanece então bem distante das promessas das fórmulas e dietas da moda. A adoção de uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos regulares continuam a ser as escolhas mais adequadas. Além da mudança de hábitos e, claro, muita persistência.

 Oscar Cabral
"Quando tinha 14 anos, cismei que estava gorda. Uma tia conseguiu a receita de uma fórmula para emagrecer para mim. Fiquei impressionada com o resultado. Nas duas primeiras semanas emagreci 7 quilos, sem esforço. Mas, quando parei de tomar o remédio, engordei tudo de novo e entrei num círculo vicioso. Sabia que aquelas pílulas só me faziam ficar agitada, sem sono e irritada, mas não conseguia largá-las. Há seis meses, queria emagrecer rápido para uma festa e tomei mais um vidrinho. Não adiantou muita coisa e resolvi que seria a última vez. Sei que continuo acima do peso, mas não quero mais estragar a minha saúde. Estou me alimentando melhor, malho todos os dias e decidi que o uso de anfetaminas vai ser o tema da minha monografia."MARIA RITA BOUHID, 22 anos, estudante de nutrição, 1,67 metro de altura, 80 quilos


O BRASIL NA CONTRAMÃO
Estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros consumam regularmente algum tipo de anfetamina, uma substância proibida ou rigidamente controlada na maioria dos países. No Brasil, a venda é permitida mediante receita médica sujeita a retenção, mas na prática não há controle
 Desde 1998 o uso de anfetaminas cresceu 500% no país
 O consumo no Brasil (9,1 doses por 1 000 habitantes) é15% superior ao dos Estados Unidos, o segundo colocado no ranking, e quase o dobro do da Argentina, país onde a obsessão por magreza é conhecida internacionalmente
 Mais de 90% dos usuários são mulheres
 A maioria não tem nenhuma indicação médica para o uso de remédios à base de anfetaminas como auxiliares na perda de peso
 Entre 20 e 30 toneladas de matéria-prima para a produção de anfetaminas são fabricadas ou entram no país a cada ano
 66% dos usuários consomem a substância por mais de seis meses. É o dobro do tempo máximo tolerado pelos médicos
Fontes: Conselho Internacional de Controle de Narcóticos da ONU e Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp

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