Sejam Bem Vindos!

Quero agradecer, carinhosamente, pela sua visita e espero que possamos continuar partilhando experiências, as quais considero-as importantes para manutenção de minha recuperação.
Sua partilha (comentários) aqui nos Posts, bem como seguir-me quando julgares conveniente, é importante para que possamos estreitar ainda mais a nossa amizade, algo que é fundamental para um crescimento em nível de ser humano...ainda mais quando se trata de um adicto em recuperação, como eu.
Por isso, mais uma vez, muito obrigado por sua presença!
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Que O PODER SUPERIOR continue te concedendo o direito de reconhecer, aceitar e realizar a Vontade DELE, em todas as suas épocas e lugares, para que só assim, possas continuar desfrutando destas Dádivas de renovados dias Limpos, Serenos e repletos de Saúde e Paz!
Abraços e TAMUJUNTU.
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sexta-feira, 16 de março de 2012

DROGAS NAS ESCOLAS - UMA AULA DE CRIMINALIDADE!

Bom dia, meus queridos(as)!
Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Hoje quero falar aqui um pouco desse assunto que tanto vem sendo noticiado, que é a questão das Drogas nas Escolas. Isso, ultimamente, tem sido mais falado do que tem se tomado providências. Entretanto, meu propósito aqui não é colocar medidas que possam serem tomadas, mas sim, tentar abordar o assunto de maneira que possamos tentar fazer, pelo menos, a nossa parte, diante do quadro alarmante que mostra os números referentes à alunos que estão usando abusivamente Drogas e as consequências que esses comportamentos trazem aos Pais, Professores, demais alunos e ao papel da Escola, num seu todo.


Semana passada foi realizada em todo o País, a semana do PROGRAMA SAÚDE NAS ESCOLAS. Um Programa que é desenvolvido em parceria dos Ministérios da Saúde e Educação, com Municípios que atendem os requisitos básicos à adesão ao Programa. (ver mais informações sobre o PSE nos links: Orientações sobre o Programa Saúde na Escola para a elaboração dos Projetos Locais e PORTAL MEC - PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA).

Eu tive a oportunidade de participar de três edições deste Programa, junto à alguns Municípios no Nordeste, em dois Estados diferentes. Este ano, fui participar novamente. 


Essa Região onde eu estive neste ano, é uma Região de Reservas Indígenas. Uma cidade do Interior do Estado do Maranhão, com grandes índices de analfabetismo, violência à mulher, acidentes de trânsitos envolvendo condutores alcoolizados, consumo de Drogas, gravidez na adolescência, etc.

   


Pude observar diante do comportamento dos Professores aos quais palestrei, uma frustação enorme pelos resultados obtidos nas salas de aulas, por seus alunos. Estava notório a decepção deles pelos alunos insubordinados que não mais atendem pais e mestres. Realmente, se observarmos os números da Educação no País, veremos que não é nada agradável.
 

Diante de tudo o que envolve essa questão das Drogas nas Escolas, fica aqui algumas observações que gostaria de fazer.

Os Professores, ou melhor, os Educadores num todo (entende-se por educadores desde o Porteiro até o Diretor), todos são responsáveis (ou ao menos deveriam ser) pelo aprendizado dos alunos. Isso quem diz não sou eu, é o Próprio Ministério da Educação. Entretanto, no Lar, a Família também é responsável pela formação de caráter, conduta, comportamento e aprendizado destes alunos. É em casa que a criança observa o comportamento dos Pais e podem tê-lo como referência.
 


Mas, quando trabalhamos isso dentro das Escolas, lidamos com uma realidade difícil demais, que é justamente trazer a Família para participar, pois muitos Pais são usuários de Drogas (principalmente álcool) e causa dificuldade trabalhar com estas Famílias, que muitas vezes já vem desestruturada de gerações e gerações.

Sabemos que é na Escola que os alunos passam boa parte do tempo e que lá eles se relacionam com pessoas de toda natureza. Sabemos que é na Escola que nossos alunos se deparam com situações nunca antes vista e que, quase sempre, nós, Pais, não conversamos com eles.


Os números tem mostrado que é nas Escolas que acontecem os primeiros contatos com as Drogas. É nas Escolas que os alunos dão o primeiro beijo. Quando isso não acontece dentro das Escolas, mas normalmente acontecem com amiguinhos de Escola.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa sobre o uso de drogas entre estudantes de 5= série do 1° Grau a 3a série do 2° Grau, pesquisa essa realizada em 1993 pela Escola Paulista de Medicina, em que foram estudadas dez capitais brasileiras, constatou-se que em São Paulo:
• 82,3% já usaram álcool pelo menos uma vez na vida;
• 44,5% usaram álcool naquele mês; e
• 19,7% usam álcool freqüentemente.

Agora, recentemente, um outro número alarmante foi repassado pelo MEC: a violência de alunos aos Professores aumentou 40% nos últimos anos. É tanto que já tornou-se comum notícias jornalísticas de que alunos agridem Professores; atiram em outros alunos; são apanhados com Drogas dentro da sala; são visto com armas dentro da sala, etc.


 
Uma Professora tava me contando que um aluno disse assim: "Professora! Hoje eu quero que a Sra dê a aula passada de novo, porque eu faltei!". A Professora disse: "Mas eu não posso dar novamente a aula passada. Mas se você tiver dúvidas, depois me procure que eu te ensino sobre a aula que você perdeu.". O aluno disse: "Mas eu quero que a Sra. dê hoje! E se a Sra. não der hoje, a Sra. não vai mais nem dar aula aqui na Escola!".




Cabe aqui dizer que este aluno já foi pego envolvido várias vezes em vandalismo, brigas, envolvimento com Drogas, já teve passagens na FUNAC e tem uns irmãos que são envolvidos com crimes, e isso deixa a Professora totalmente assombrada.


 
Quando falamos dessa questão das Drogas nas Escolas, logo percebemos que é uma coisa que vai muito além do assunto em si. É uma situação que envolve toda uma estrutura política social e familiar.

Hoje em dia, os Professores não tem mais aquele poder de controle da aula. Agora são os alunos quem ditam o que deve ou não ser dado em sala de aula. São eles quem fala mais alto e quando são reclamados...misericórdia!!!
 
Em algumas Escolas, temos alunos que literalmente dirigem grande parte das Diretrizes da unidade. Participei, tempos atrás, de uma capacitação com Educadores, onde senti um clima de impotência deles perante os alunos do turno da noite, pois eles eram quem ditava as Regras da Escola. Chegou ao ponto em que envolveu Polícia, mas não resolveu a situação. Ao contrário, fez foi piorar e houve ameças aos Professores e, pior ainda, assaltos consecutivos à seus familiares, como represália.

Dentro das Escolas que alunos usam ou vendem, ou mesmo são usuários abusivos de Drogas, o descontrole da situação é, no mínimo, parcial. Dificilmente acontece dos Diretores e Professores manterem o domínio da situação. Estes alunos estão chegando alcoolizados nas salas....fazem uso de bebidas nas imediações das Escolas... Nas salas, têm comportamentos terríveis. Usam roupas inadequadas. Algumas vezes, até sexo dentro da sala acontece.
 

Escutei de um Professor a seguinte frase: "Hoje em dia não somos nós quem damos aula...são eles que nos ensinam como ser um criminoso!".
 


É triste a gente ver uma situação dessa e não ter como fazer nada de imediato para que nossos filhos não sejam vítimas dessa desordem generalizada que assola o mundo todo.

Drogas nas Escolas é mesmo uma aula de criminalidade. Não consigo ver medidas eficazes capazes de modificar essa situação em curto prazo, nem ao menos a longo prazo, pois a base de tudo, que são as Famílias, estão desestruturadas e muitas delas pouco se interessam nesses assuntos, pois acham ser de responsabilidade do Poder Público.


Então, como podemos cobrar dos Professores, ou Educadores de forma geral, uma melhor forma de educar nossos Filhos, se nós mesmos não estamos utilizando desta forma, já que somos nós os primeiros responsáveis pela Educação deles?


 



Como podemos fazer uma Escola melhor, sem Drogas, se fazemos, muitas vezes, uso delas?


Isso cabe Àqueles que fazem uso, mesmo "moderado" de bebidas alcoólicas e acham que isso não interferem em nada da Educação dos Filhos... Realmente não interferiria em nada, se isso não fosse um caminho curto e rápido para se fazer usos de OUTRAS DROGAS.


Lamentavelmente ainda teremos que ver, acompanhar e vivenciar por muuuuuuuuitos anos, até mesmo décadas, essas tristes informações de uma crise na Educação no País. 
 


Enquanto não houver uma verdadeira mudança na Política de aplicação de Recursos Públicos destinados à Educação e Segurança, infelizmente teremos que ver gastos enormes e exorbitantes na Saúde.


Sei que nossa vontade de uma melhor Educação para nossos Filhos e uma geração futura é grande. Mas para alcançar isso é necessário bem mais que vontade....se bem que tudo começa pela vontade!


Bom.....Mudando de assunto,  estou agora retornando com mais um casal para o acompanhamento. O brother que eu estava acompanhando está ótimo, fazendo suas caminhadas para os Grupos e CAPSad, etc. Ele também estará conosco neste final de semana.


Assim que eu retornar, provavelmente domingo ou segunda, estarei postando algo aqui e, como sempre, visitando os blog's de vocês.


De já, agradeço o carinho e a participação de todos que estão sempre por aqui.


Abração à todos e tenham um excelente final de semana, com muita saúde, paz, serenidade e sobriedade.


TAMUJUNTU.

segunda-feira, 5 de março de 2012

ACOMPANHAMENTO INDIVIDUALIZADO PARA DEPENDENTES QUÍMICOS

Olá, meus queridos(as)!
Espero estar encontrando todos bem, desfrutando de muita alegria e saúde, juntamente com todos os que lhes são caro.
Aqui, comigo, tudo na paz!

Estou aqui para agradecer ao Poder Superior por mais um dia limpo e com saúde, e para agradecer a cada um de vocês que estão aqui, constantemente, deixando seus recadinhos e me fortalecendo cada dia mais.


Agradeço carinhosamente aos email's que tenho recebido e a confiança de cada um de vocês que nos procuram, tentando buscar uma palavra amiga e/ou uma ajuda para seus adictos que ainda estão na ativa. Eu gostaria de poder ajudar a todos, mas, infelizmente, as coisas não são bem assim...infelizmente as coisas não são tão fáceis como gostaríamos que fossem.


Mas, na medida do possível, vocês sabem que estou aqui para me doar à vocês. Sempre que julgarem necessário, é só procurar que estarei disponível e, quando possível, estaremos juntos no trabalho com vossos adictos e familiares.


No meu Post anterior, eu fiz um comentário sobre um acompanhamento que estou fazendo com um adicto e recebi alguns comentários e vários email's questionando sobre esta metodologia que estamos trabalhando.


Quero aqui dizer que isso é um processo que já estamos trabalhando há um bom tempo, onde estamos sempre mantendo um índice satisfatório nos resultados.


Acontece que este tipo de acompanhamento não é disponibilizado em todo canto, pois o que mais se tem hoje em dia é Comunidades Terapêuticas e Clínicas, onde se trabalha dezenas de adictos de uma só vez, uniformizando o Tratamento, independente da condição em que se encontra o adicto.


Para que se possa ter uma melhor ideia de como funciona, fazemos um trabalho de "Tutor" numa espécie "home care", numa localidade propícia ao processo de desintoxicação e trabalho laborterapêutico, adicionando todas as outras alternativas que hoje se trabalha em DQ, cuidando para que cada caso seja individualmente analisado e trabalhado.


O local onde levamos o adicto não é uma Clínica e nem uma CT, mas é um local que oferece ampla condição de adaptação do adicto à Terapia, o que é favorável a continuidade dele ao Tratamento, pois sabemos que na convivência em grupo de internos, há sempre uma dificuldade de adaptação e entrosamento.


Cabe aqui dizer que o local é uma área de proteção ambiental, onde incluímos atividades de preservação e cuidados ao meio ambiente, bem como outras atividades que fazemos nas convencionais CT.


Quanto ao acompanhamento, quase sempre trabalhamos 1x1, ou seja, um Profissional para um adicto. Algumas poucas vezes trabalhamos com dois ou três adictos ao mesmo tempo, que é o número máximo que colocamos juntos, pois existem alguns adictos que estão sendo acompanhados com a PDR do MS e isso faz com que tenhamos certa cautela na hora da triagem, para que possamos minimizar os riscos de uma provável recaída durante o processo de ressocialização ou mesmo durante a estadia dele conosco.


Tal permanência do adicto conosco varia de caso à caso, pois como o acompanhamento é bem intenso e trabalhado minuciosamente, algumas vezes o tempo de acompanhamento é bem menor do que se ficaria se fosse num regime totalmente "fechado", pois sabemos que os Grupos de mútua ajuda têm os seus merecidos créditos e nós não abrimos mão de participar das Reuniões, sempre que possível. 


Também não deixamos de incluir ao nosso método de acompanhamento, as atividades em CAPSad, nos casos em que haja a necessidade. 


Ou seja, temos uma inclusão de todas as alternativas, trabalhada personalizada, para que o adicto seja devidamente tratado e acompanhado como requer seu grau de adicção ativa e suas respectivas crises de abstinência.


É interessante dizer que os resultados obtidos são os esperados e desejados, com índices de Recuperação tamanha, comparado aos obtidos quando trabalhado de forma coletiva, como acontece nas Clínicas e CT. Logicamente não desmerecendo os trabalhos realizados pelas mesmas, né? Até porque eu também faço parte da Equipe Técnica de um núcleo masculino e outro feminino, além dos  trabalhos no CAPSad.


Sei que temos bastante procura pelos serviços de acompanhamento, o que demonstra a satisfação de quem procura pelos mesmos e recomenda a quem dela necessita. Porém, é difícil conseguir encaixar o adicto assim que a família procura, pois são poucos os profissionais que trabalham com acompanhamento...pelo menos os que eu conheço.


Segue aqui algumas fotos do local onde levamos nossos adictos:
Cabana para descanso das atividades de laborterapia
Intervalo para merenda pela manhã 

Descansando para voltar as atividades 
Preparando-se para partilha à beira do riacho

Família chegando para visitar

Recolhendo frutas para despolpar

Familiares aproveitando para curtir o local, que é lindo!



Trabalhando na preservação do local.

Curtindo um belo banho na cachoeira, após as atividades do dia.

Tomando banho.

Área que acabara de ser varrida e recolhida as folhas.



Ressaltando que estamos sempre fazendo com que a ressocialização aconteça de forma contínua no tratamento, pois em grande parte do dia (ou da semana), estamos dentro da cidade e não somente na localidade onde nos alojamos. Tudo de forma condicionada à realidade apresentada no desenrolar das atividades.

Como eu disse, cada caso é um caso em que fazemos criterioso e minucioso trabalho personalizado.

Bom...acho que este Post deu pra falar mais um pouco sobre o assunto de acompanhamento terapêutico individualizado. Cabe aqui dizer que eu já falei sobre isso em outros Post's, o que mostra que não é de hoje que estamos fazendo estes acompanhamentos e obtendo os resultados esperados e desejados.

Se bem que existem alguns casos em que precisamos de mais tempo que outros, mas, considerando a dificuldade de se trabalhar a adicção, posso dizer que esta "forma" de Tratamento é capaz de trabalhar bem o adicto em sua complexidade psicopatológica.

Para mais informações, segue o email treinamento.consultoria@hotmail.com

Abração à todos e fiquem na paz!
TAMUJUNTU.