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Abraços e TAMUJUNTU.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA



Esta é a realidade do uso destas substâncias que ultimamente vêm sendo palco de cenários desoladores em todo o mundo: O uso de Drogas é uma questão de saúde pública!
    
Agora vem a pergunta: - Se para outros atendimentos os Hopitais já não tem disponibilidade de vagas, nem de médicos, como vão ter para Dependentes Químicos?
 
Infelizmente nossas Políticas para estes casos deixam e muito à desejarem!
 
A verdade é que os Serviços de Saúde Pública estão em coma profundo.

Certamente todas estas colocações nos Blog's que participo têem razão, pois acredito que todas elas são para uma tentativa de resolver as questões expostas por seus relatores, porém, quando se trata de soluções para tratamento de usuário de drogas, principalmente o crack, aí o bicho pega!
Quero aqui apresentar uns dados que o Ministério da Saúde apresentou ano passado, quando tentou defender-se uma um pronunciamento de José Serra. Todo o conteúdo em sua íntegra encontra-se disponível no site do brasilsus, com o link a seguir: http://www.brasilsus.com.br/noticias/nacionais/104997-esclarecimentos-sobre-o-tratamento-de-dependentes-quimicos-no-sus.html


Segue aqui parte do texto:

"Investimentos na Política de Saúde Mental aumentaram 142%, saltando R$ 619,2 milhões para R$ 1,5 bilhão ao ano...

 ...Não é verdade que o governo federal não aplica recursos para custear o tratamento de pacientes com transtornos associados ao consumo de drogas.

Esse custeio é feito tanto para o tratamento ambulatorial como para casos de necessidade de internação hospitalar.

De 2002 a 2009, os investimentos na Política de Saúde Mental aumentaram 142% – saltando R$ 619,2 milhões para R$ 1,5 bilhão ao ano.

Os gastos hospitalares representam 32,4% desse orçamento. Os recursos, da ordem de R$ 490 milhões, são utilizados no financiamento de 2,5 mil leitos específicos para a internação de dependentes químicos em hospitais gerais. Além disso, a rede pública de saúde conta com aproximadamente 9 mil leitos disponíveis ao tratamento de usuários de drogas em hospitais psiquiátricos, pronto-socorros gerais e psiquiátricos e em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS 3) com atendimento 24 horas.

Isso prova que, em nenhum momento, o atual governo federal rejeitou ou excluiu a internação hospitalar como uma das possibilidades de tratamento para dependentes químicos.

Neste governo, essa questão sempre foi tratada como um problema de saúde pública, que vem sendo enfrentado por meio de um conjunto de medidas integradas e estratégicas devido à rapidez da expansão do consumo abusivo, especialmente de crack.

O SUS adota uma concepção ampliada de atendimento, abrangendo, também, a assistência e o acompanhamento do paciente por meio dos CAPS, das equipes que atuam na Estratégia Saúde da Família, dos Consultórios de Rua, das Casas de Acolhimento Transitório, de terapia ocupacional e, para casos necessários, de tratamento medicamentoso e internação hospitalar, que deve ser vista como uma das possibilidades de tratamento conforme o diagnóstico médico e o perfil do paciente
..."
Agora vem outra pergunta: -Cadê isso na realidade?
-Onde estão estes leitos?


Hoje em dia temos estes CAPS AD, os quais têm sido referência em Saúde Pública para o tratamento destes pacientes. Mas também temos visto resultados bastantes significativos obtidos nos Grupos de Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos.
Eu, particularmente, sou ex-usuário desta substância (bem como de tantas outras), sou também usuário de CAPS AD e participo há bastante tempo de Grupos de mútua-ajuda para adictos. Também participo voluntariamente dos programas do CAPS AD, pois isto ajuda a manutenção de minha sobriedade!
Devido à minha necessidade de tratamento, fui encaminhado à inúmeras internações em clínicas e centros de recuperação. Passei por vários tipos de tratamentos com psicólogos, psiquiatras, psicoterapêutas, psicanalistas, terapeutas ocupacionais, etc...
Estas experiências trouxeram-me um despertar e com o tempo, fui estudando introdução a psicologia, bem como a quimicodependência em si.
Temos visto um alarmente crescimento de apreensões de crack, mas acontecem de forma sutil um alarmante crescimento de números de usuários.
Não seria demais afirmar que quase a metade da população está ligada ao crack, pois quem não usa, convive com quem usa. E Pior ainda: estamos sujeitos às violências conseqüentes desta terrível droga.
Acontece que, querendo ou não, temos muito pouco investimento dos nossos governantes, bem como pouquíssimo interesse da sociedade civil orgazinada, em abordar o assunto de forma que possamos tomar iniciativas para solucionar o problema, ou pelo menos amenizá-lo. O que realmente vemos aí são noticiários querendo ter audiência!
Precisamos de profissionais qualificados para tratar nossa humanidade!
É bom afirmar que o processo de recuperação destes paciente (adictos) deve ser avaliado caso por caso, pois cada usuário desenvolve um perfil que necessita de uma forma de tratamento que nem sempre deve ser generalizada!
Temos vistos casos desesperadores, às vezes até visto como sem solução, conseguirem reabilitação apenas com Grupos de mútua-ajuda, tipo NARCÓTICOS ANÔNIMOS; também temos visto caso de usuários que aparentavam pequenas compulsões darem uma série enorme de reincidências em suas tentativas de pararem de usar! por isso, cada caso é um caso!
Esta questão de internamento involuntário é mesmo uma "faca de dois gumes"!
Estudos apontam um alto índice de reincidências entres aqueles internos involuntários, enquanto os que realmente desejaram tratar-se, o índice de recuperação é bem maior. Isso talvez possa demonstrar o porque dos Grupos de mútua-ajuda conseguirem resultados satisfatórios, pois os membros têem o livre arbítrio de irem e virem quando quiserem.
Os CAPS AD também utilizam da mesma metodologia, quase sempre com o usuário num tratamento ambulatorial, passando o dia todo no CAPS, desenvolvendo atividades de acordo com sua necessidade e identificação.

Aqui no CAPS AD de Imperatriz/MA., as atividades começam pela manhã, com um carro indo buscar os usuários deste serviço em suas residências, trazendo-os para tomar o café da manhã. Em seguida, eles vão para os atendimentos com os profissionais de saúde, de acordo com cada necessidade. Uns vão para psicólogos. Outros vão para terapia ocupacional; passam por psiquiatras; cabe aqui dizer que este CAPS AD possui várias terapias, como aulas de músicas,inclusive temos uma banda feita por usuários.
 
Temos artesanatos; piscina, etc.
Ao meio-dia, é servido um almoço, devidamente preparado com acompanhamento de uma Nutricionista, e em seguida os usuários têem até às 14:00hs p/ descançar. A tarde é retomada a programação até às 18:00hs. Tudo conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Vale ressaltar que dispomos de uma equipe de profissionais qualificados.
Vamos fazendo a nossa parte e esperando resultados desejados.
Abração a todos e TAMUJUNTU.

Um comentário:

  1. Aqui na minha cidade CAPS não funciona tão bem assi,porém funcinoa pq 2 meses que meu irmão passou lá foram significativos e um cunhado que passou 8 meses por problemas com alcool também ficou bem e depois voltou para ajudar na unidade.
    Eu concordo que problemas com drogas lícitas e ilicítas é caso de saúde pública e deve ser intensificado na prevenção desde as séris iniciais,nas famílias,igrejas em todas as esferas da sociedade!
    tamuJuntu!

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